29 de novembro: momento de solidariedade ao povo palestino e de denúncia do genocídio

Contra os desejos da população local e contra parte expressiva do mundo, já que apenas 33 países apoiaram a medida, em 29 de novembro de 1947, a Organização das Nações Unidas aprovou o Plano de Partilha da Palestina.

Além do caráter injusto da “partilha” em si – que reduziu drasticamente o território ocupado pelos palestinos -, a Resolução 181, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), nunca foi cumprida por Israel, tendo sido, ao longo de décadas, uma salvaguarda para que o regime sionista, baseado num projeto de Estado colonial, intolerante e violento, promovesse um verdadeiro genocídio do povo palestino.

De forma didática, Francirosy Campos Barbosa, professora da Universidade de São Paulo, explica o centro da questão: “muitos não sabem os motivos que levam os palestinos a lutarem por suas terras. Podemos sugerir o seguinte raciocínio: certo dia você acorda e alguém diz que o seu espaço dentro da sua casa será dentro do banheiro e, que, nos demais cômodos você não poderá circular. Como você se sentiria? Tudo que há nos quartos, sala, cozinha não lhe pertence mais. E tudo isso dito de forma cruel e violenta diariamente…”.

No livro Cultura e Política, em que insere a questão palestina no conjunto das principais lutas pelo reconhecimento de todos os povos, Edward Said destaca que a Palestina não é uma causa apenas árabe ou islâmica, nem contra os judeus, mas deve ser assumida como uma reivindicação de todos os segmentos que defendem a justiça social e a igualdade de direitos.

Passados 73 anos da prática de genocídio do povo palestino, é preciso denunciar também a postura omissa de países e organismos multilaterais, como a mesma ONU que aprovou o Plano de Partilha em 1947. Essa omissão se explicita, por exemplo, na ausência de qualquer menção à Palestina nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, criada há cinco anos.

O ODS 16 se propõe a “promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis”.

Fica, então, a pergunta: como garantir isso sem respeito e priorização à causa palestina e ao fim do genocídio praticado por um Estado poderoso que, cotidianamente, viola direitos humanos?

No Brasil e em outros países latinoamericanos, organizações se dedicam a dar visibilidade à luta do povo palestino e expressar solidariedade.

 

 

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